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Karatê-Dô

  • Introdução
  • Histórico do Karatê-Dô
  • Karatê-Dô no Brasil
  • Estilo Shorei Ryu
  • Shorei Ryu na América
  • Shorei Ryu no Brasil
  • Graduação de faixas

Karatê-Dô - O Caminho das Mãos Vazias

O karate é uma arte marcial japonesa, originada a partir das técnicas de defesa sem armas de Okinawa, e tem como base a filosofia do budo japonês.

Através de treinos e dedicação ele busca a formação do caráter da pessoa e o aprimoramento da sua personalidade.

O karate proporciona o equilíbrio físico e mental, desenvolve princípios de respeito, disciplina, domínio próprio, determinação e humildade. Conduzidos para os caminhos de o real saber, toda nossa energia é direcionada na busca da consciência de nossas qualidades e valores.

A prática do karate sob a orientação de professores qualificados proporcionará benefícios inestimáveis para as crianças, pois auxilia enormemente na educação, formação e no desenvolvimento. Ela aprende a respeitar a prestar atenção e se relacionar com os outros. Com relação ao aspecto físico, ela estará se exercitando proporcionando um melhor desenvolvimento corporal, contribuindo para uma vida saudável em todos os sentidos. Qualquer pessoa pode praticar independente da faixa etária, desde que o treino seja adaptado as condições psicofísicas de cada indivíduo.

Além de ser um excelente meio de autodefesa, é também um meio ideal de exercício. Ele desen-volve a força, a velocidade, a coordenação motora, a flexibilidade, a agilidade, o condicionamento físico e é reconhecido por seus valores terapêuticos.

A natureza do treino de karate é solicitar do corpo, movimentos em todas as direções, em coorde-nação, com ambos os braços e pernas.

O treino consiste fundamentalmente em três partes distintas:

Kihon – são os fundamentos primários do karate, constitui um conjunto de movimentos básicos que podem ser executados de maneira simples ou complexa;

Kata – são exercícios formais, simulações de lutas, onde o karateca pode treinar socos, chutes e bloqueios combinados de uma maneira lógica, sistemática, progressiva e permanente. Represen-tam a essência do karate.

Kumite – neste tipo de treino, o objetivo é desprover das técnicas que foram praticadas no kihon e no kata, através de lutas. Os parceiros têm permissão para usar livremente suas capacidades físicas e mentais, com controle rigoroso de seus socos, chutes e golpes.

Saiba onde fazer esta modalidade. clique aqui.

(Autor: Marcio Alberto Machado)

Histórico do Karatê-Dô

Acredita-se que a luta desarmada surgiu nos primórdios da civilização humana, como forma de sobrevivência, porém sua origem mais longínqua é obscura, provavelmente ocultada pelo folclore existente nas culturas dos povos de todo o planeta.

Diversas maneiras de combate desarmado eram praticadas na Índia, na China, em Formosa e em Okinawa, uma ilha situada ao sul do Japão. Em decorrência dos fidalgos japoneses que conquistaram a ilha de Okinawa, foi imposta uma proibição aos súditos de andarem armados, o que culminou no desenvolvimento de uma luta desarmada praticada em segredo.

Entretanto foi em Okinawa, maior ilha e a capital do arquipélago Ryu-Kyu, situada entre a China e o Japão, que em japonês significa “Oki” – oceano ou grande, e, “Nawa” – cadeia, corrente ou corda, que se concentra o berço do karatê-dô.

Em meados do século XIII, desenvolveram-se três núcleos importantes de karatê em Okinawa, sendo, um deles na antiga capital de Shuri, onde residiam os nobres e a família real. Outro em Naha, onde se situa o principal porto da ilha e, por fim em Tomari. Cada uma destas cidades cultivou seu próprio estilo.

O karatê surgiu destes três estilos diferentes que havia na ilha, cuja formação originou-se de um único estilo nativo denominado “Te” que significa “mão”.

Um dos pioneiros desta forma de luta à mão vazia foi Mestre Shungo Sakugawa que teve sua formação marcial baseado nas orientações do monge Peichin Takahara.




O estilo Te de Mestre Sakugawa, serviu de base para criação do estilo Shuri-Te. Morador da cidade de Shuri onde ensinava sua arte marcial ancestral, Sakugawa difundiu este novo método de luta, cujas técnicas recordam as aplicadas no norte da China e o estilo dito “externo” no qual solicita muito dos membros inferiores, deslocamentos rápidos, esquivas, chutes altos, saltos e alguns movimentos acrobáticos com destaque para a velocidade.



Sokon Matsumura foi o aluno mais aplicado de Sakugawa que após sua morte passou a ser o principal instrutor de Shuri-Te. Foi sua influência que gerou a maior parte dos estilos de karatê praticados atualmente, como o Shorin-ryu, Shito-ryu, Shotokan e Wado-ryu.

O Tomari-Te surgiu ao redor de Tomari, próximo à pequena aldeia de Kumessura (Cidade Kume), que era habitada por militares treinados em diversas artes de combate. Destas aptidões marciais incluíam-se as artes “externas” sucedidas do Templo Shaolin, e os sistemas “internos” que traçavam sua procedência de outras localidades.

As técnicas de Tomari-Te baseavam-se na velocidade e suavidade com bloqueios treinados ao nível jodan (alto) e ênfase nas chaves e projeções.

Um dos primeiros mestres reconhecidos em Tomari-Te foi Kosaku Matsumura, que instruía o estilo sempre à porta fechada e em segredo. Outro notável instrutor de Tomari-Te foi Kohan Oyatomari, cuja reputação se deu pelo fato de ter sido o primeiro instrutor do renomado Kyan Chotoku.


O Naha-Te formou-se na cidade de Naha, suas técnicas marciais remetem o Kung Fu do sul da China, com ênfase no emprego dos membros superiores, técnicas de punho curtas, circulares e devastadoras. Esta busca pelo corpo a corpo, vigor nas posições estáticas, chutes baixos são características marcantes do Naha-Te. É o estilo “duro” que perfaz o estilo Shorei-ryu.


O Naha-Te foi altamente influenciado pelos sistemas internos da China e o que menos relação teve com a tradição externa de Shaolin.

O maior mestre de Naha-Te foi Kanryo Higaonna, que após retornar da China por onde permaneceu por longo período, abriu uma escola que priorizava as técnicas respiratórias dos estilos internos chineses.


Alunos extremamente aplicados se tornaram célebres como Chojun Miyagi e Kenwa Mabuni em decorrência de seus predicados marciais.

(Autor: Marcio Alberto Machado)

O Karatê-Dô no Brasil

O Karatê-Dô chegou ao Brasil no ano de 1908 com os imigrantes japoneses vindos da terra-mãe. Como a colônia se instalou primeiro no interior de São Paulo e na capital, torna-se evidente que o estado paulista foi o pioneiro do Karatê nacional.

Durante décadas, os japoneses dentre eles o professor Akamine, ensinavam a “ Arte da Mão Vazia ” aos jovens nipônicos e aos poucos brasileiros natos que se interessaram pela prática do Karatê-dô.

Somente em 1956 o professor Mitsuke Harada criou a primeira academia ( Dojô ) na rua Quintino Bocaiúva, no centro da capital.

A partir desta iniciativa de Shihan Harada, outros mestres de karatê-dô fundaram seus dojôs pelo imenso Brasil:

Juichi Sagara, em São Paulo;

Yasutaka Tanaka, Sadamu Uriu, no Rio de Janeiro;

Higashino em Brasília;

Eisuku Oishi na Bahia.

Diante da difusão do karatê-dô pelo território brasileiro o professor Shikan Akamine fundou em São Paulo em 1960 a Associação Brasileira de Karatê, cuja ação dissipou a modalidade no país e o ingresso de outros estilos de karatê-dô, como o Shorei Ryu.




Estilo Shorei Ryu

O Shorei Ryu é um termo que se refere ao estilo Naha-Te de Okinawa Karate, cujo significado é “ o estilo da inspiração ”. Sua nomeação aconteceu em meados de 1800 por Kanryo Higashionna. Acredita-se que o termo Shorei é derivado do Templo Shoreiji no sul da China cujos preceitos deste templo serviram de base para o estilo Naha-Te.

O Shorei Ryu surgiu com a evolução do Naha-te no século XIX, quando seu maior expoente passou a ser o Sensei Kanryo Higashionna, cuja fama fundamentou-se no sucesso prático das técnicas marciais lecionadas por este ícone do karatê.

Nesta mesma época, o estilo tomou novas diretrizes transformando-se num estilo de combate puramente “ interno ”. Esta mutação deve-se em grande parte à influência de Choki Motobu.

Apesar de o estilo de Sensei Motobu ser ainda considerado Naha-te, na realidade não tinha similaridade com Higashionna. Assim que Motobu assumiu a liderança do Shorei Ryu, começou a orientar seu desenvolvimento em outra direção, principalmente por ter treinado Anko Itosu, do estilo Shuri-te e díscipulo do grande mestre Sokon Matsumura. Motobu teve grande reputação como lutador nas ruas e como exímio instrutor de karatê-dô.

Peculiaridades deste estilo é o método de treino rígido com enfazê no condicionamento corporal através do pragmátismo técnico. Os deslocamentos tem ação menor e os golpes são delineados para serem desferidos á curta distância. Por isto as aplicabilidades técnicas do Shorei Ryu são muito eficazes na autodefesa. Estas características deste gênero de karatê-dô se deve ao modelo de “ Chuan fa ” praticado no sul da China, que foi adaptado pelos lutadores da ilha de Okinawa no Japão.

O sistema de Shorei Ryu é uma miscigenação das artes chinesas de mo-kempo e pakua e a antiga arte de Okinawa de Naha-Te. É um estilo conhecido por suas bases baixas, técnicas de muita força e movimentos circulares. Sua origem repousa nas cinco forças e os cinco punhos, que são comparáveis aos cinco animais do kung Fu: cobra, grou, leopardo, tigre e dragão.

Atualmente dois estilos se fundamentam no Shorei, um denominado de Goju Ryu fundado por Chojun Miyagi ( 1888 – 1953 ) e o outro é chamado de Uechi Ryu, fundado por Kanbun Uechi ( 1877 – 1948 ).

Em virtude de sua tradicional doutrina marcial sustentada nas origens ancestrais do karatê, o estilo Shorei Ryu difundiu-se restritamente pelo mundo com esta designação, sendo um dos poucos estilos que mantém suas raízes marciais intactas e com uma diminuta legião de leais praticantes.


(Autor: Marcio Alberto Machado)

Shorei Ryu na América

Após a denominação do Naha-Te para Shorei Ryu e sua disseminação em outros estilos de karatê-dô ao longo dos tempos, poucos caratecas persuadiram a praticar o legitimo karate de Okinawa sob a titulação original de Shorei.

Sua introdução nas Américas mais especificamente nos Estados Unidos se deu no ano de 1946 por Robert A. Trias ( 1923 – 1989 ) onde foi merecidamente reconhecido como o “ Pai do Karate na América ”.

Seu contato com o karatê se deu durante a Segunda Guerra Mundial, quando Trias ficou ancorado nas Ilhas Salomão no período em que era marinheiro. Nesta ocasião conheceu o chinês missionário de Chan ( Zen ), Tong Hsing Gee que se ofereceu para ensinar algumas artes marciais à Trias em permuta a aulas de boxe americano.

Hsing tornou-se professor de O´Sensei ( Trias ) ensinando-lhe Hsing-I, bem como o Okinawa Karate que havia aprendido com Choki Motobu.

Robert Trias também praticou judô na Kodokan com Yju Yamada conquistando a faixa preta - 6º Dan.

Assim que deixou à marinha, começou a ensinar artes marciais no quintal de sua residência na cidade americana de Phoenix, onde mais tarde abriu sua primeira escola de karatê no estado do Arizona.

O Grandmaster Robert A. Trias ( O’Sensei ) morreu em 1989 vítima de câncer, deixando seu legado marcial para uma geração de caratecas.

Shorei Ryu no Brasil

Difícil determinar quem realmente introduziu o estilo Shorei Ryu no Brasil, pois existem poucos relatos sobre sua ramificação no mundo quem dirá em terras brasileiras, provavelmente adveio ao Brasil pela influência do carateca nipônico Grão Mestre “Shihan” Moritoshi Nakaema - 10º Dan, devido sua formação no Goju Ryu, estilo descendente do Shorei.

Sua difusão pelo território nacional inegavelmente sucedeu-se pelo seu aluno Péricles Damiski Veiga, que se aprofundou na prática do estilo antológico provindo do Naha-Te.

Depois de muito treinar Shihan Péricles, fundou na década de 80 seu próprio dojô denominado Shoreikan, situado na zona sul da cidade de São Paulo, onde passou a lecionar karatê.

Mesmo com a inauguração de sua academia e posteriormente presidindo uma federação poucas pessoas tiveram o fiel contato com o sistema Shorei, pois aulas ministradas pelo Mestre Péricles eram casuais e restritas.

Alguns alunos mais pacientes e aplicados conseguiram extrair de Shihan seus conhecimentos preciosos do legítimo karatê de Okinawa. Dentre eles destacam-se: Shihan’s Alécio, Robson Medeiros, Roque e Sensei Marcio Machado. Todos foram bravos guerreiros na obediência de seus propósitos marciais, pois obter conhecimentos de Mestre Péricles não era uma tarefa muito fácil.

Como sugere a própria existência do ser humano, cada discípulo tomou seu rumo, transportando consigo todas as experiências vividas no dojô Shoreikan que durante alguns anos abrigou prodigiosos caratecas.

Sensei Marcio Machado emancipou-se e fundou sua própria equipe de lutas que aglutina outras modalidades de artes marciais, de cunhos filosóficos e técnicos de conhecimento científico e empírico.

Além disto, continua treinando e doutrinando a arte do karatê-dô aos seus alunos marcialistas embasados nas suas experiências vocacionais; na herança deixada pelo seu anoso Mestre Péricles Damiski Veiga, atualmente 10º Dan; nas suas abrangentes pesquisas que acerca o acanhado acervo literário e audiovisual no mundo marcialista e na dedicação dos intensos estudos marciais que perfez na sua Pós Graduação em Lutas e Artes Marciais pela Universidade Estácio.

(Autor: Marcio Alberto Machado)

Graduação de faixas

Graduação oficial da B.M.A.T

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